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Em Crônicas

Lições da Fundação de Iepê: O Espírito de Coletividade

82 Visualizações 19 de junho de 2023 Comentários Keila Málaque

Lições da Fundação de Iepê: O Espírito de Coletividade
Homens com ferramentas de trabalho no Patrimônio da Liberdade.
Foto ilustrativa. Homens com ferramentas de trabalho na região de Iepê em 1938.

Gosto da frase de uma filósofa brasileira segundo a qual todo evento da vida tem valor pedagógico; se não o tivesse, ele teria sido eliminado da existência.

A fundação do patrimônio de Liberdade, em 23/04/2023, traz uma série de lições: algumas delas mencionadas com maior recorrência, como as lições de igualdade, generosidade e liberdade. Porém há outras sobre as quais vale lançar o olhar.

Chama a atenção o caráter coletivo das origens de Iepê. Diferente da maior parte das cidades brasileiras, essa fundação foi obra de um conjunto de pessoas que, percebendo a necessidade, resolveram fazer algo pelo bem comum – ou seja, tinham espírito de coletividade. Esse não é um detalhe banal: hoje em dia, mal se consegue tirar os olhos das telas para se ver o outro, quanto mais juntar-se ao outro por um projeto comum.

É disso que fala o texto abaixo – uma preciosidade deixada por Joaquim Severiano de Almeida, em seu Subsídios para a História de Iepê. De Chico Maria veio a ideia, de Antoninho Maria as terras para se levantar o Patrimônio , de Júlia Almeida, as terras para o cemitério, porém a concretização do projeto foi obra de muitas mãos – os que se entusiasmaram com a proposta, influenciaram outros e juntaram adeptos, os que demarcaram as ruas e as abriram, os que cavaram buracos, carregaram madeira, conduziram  carros-de- bois, prepararam cercas, e aqueles que, ao construírem seus próprios ranchos, legitimaram a proposta.

Diz o texto:

Continuar assim não era possível. Foi quando Chico Maria teve ideia de fundar um outro patrimônio, dando-lhe o nome de “Liberdade”. (…).

 Em casa de João Sant’Ana, Chico Maria expôs o plano que foi acolhido com muita simpatia por todos os evangélicos bem como por católicos liberais, isto é, mais cultivados. Homens que sabiam que a humanidade é um todo vindo das mãos de Deus, e cada indivíduo tem a liberdade de adotar a filosofia religiosa que quiser, sem que isto constitua obstáculo às relações sociais.

 A ideia amadureceu, o entusiasmo era cada vez mais crescente. Surge, porém um problema “entrave da questão”. Quem cederia as terras para o patrimônio? Uma cidade estava longe das cogitações daqueles rompedores de matos, domadores de sertões ….

 Antonio de Almeida Prado (“Antoninho Maria”), sobrinho de Chico Maria, vendo a impossibilidade e reconhecendo a necessidade, decidiu ceder de suas terras uma área de 10 alqueires para o patrimônio da Liberdade, onde está hoje Iepê(…)

 Em um dia de sábado, João Antonio Rodrigues, José Lino Sant’Ana, Cornélio Coutinho, Antonio de Almeida Prado e outros demarcaram o perímetro urbano. No sábado seguinte, demarcaram as primeiras ruas. No outro sábado, reuniu muita gente para abertura das primeiras ruas, por sinal beirando o córrego dos Patos. Logo foram surgindo ranchos e mais ranchos nas primeiras ruas.

 Julia de Almeida Ramos cedeu uma área de mais de uma quarta de terras para o cemitério, que corresponde ao atual. Ali já havia dois alqueires de mato derrubado para roça, que Antônio Fortunato Pereira ajudou a fazer. Marcou-se um dia de sábado para cercar aquela área de terras. Ficou combinado, de acordo com a ideia de João Sant’Ana, que cada evangélico maior fizesse uma braça de cerca, que a madeira fosse de pau-brasil com três metros de altura, devendo ser enterrada com um metro de profundidade.

 Chegou o sábado, ocasião em que se reuniu muita gente. A madeira era transportada por carros de boi. Era realmente impressionante observar a disposição com que trabalhavam aqueles homens. Os que chegaram por último, pouco tiveram que fazer. Por volta do meio dia, todo o serviço estava pronto, inclusive o portão assentado. A terra embaixo do portão foi estacada com pranchas de pau-brasil. O portão foi feito e doado por Antoninho Maria. (…)

 E assim surgiu o patrimônio de Liberdade. (…)

Inspirador, não?

Chico MariaIepê SPJoão Sant'AnJoaquim Severiano de AlmeidaJúlia AlmeidaKeila MálaquePatrimônio da Liberdade
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