Cem anos em Três Coqueiros

Por Adalbacom - 1.3.18

– Autor: Paulo Fernando Zaganin Rosa –
Foi no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo,
De mil novecentos e dezessete, em meados do mês de maio,
Quando o inverno já começava a dar sinais,
Que de Dourado de Campos Novos do Paranapanema,
Partiu, em carros-de-boi, a primeira caravana de pioneiros,
Rumo aos Sertão do Patos, nas proximidades dos Três Coqueiros.

Depois de alguns dias de viagem sofrida,
Em meio a matas, animais selvagens e pó da estrada,
Desembarcaram no Salto da Figueira,
Além de Tertuliano Machado Coutinho, marido da Brasilina,
e de Francisco Bertoldo Vieira, marido da Maria Branca,
José Augusto Galvão e seus cunhados,
Os irmãos João Rufino e José Lino Sant’Anna.
Veio também D. Joaquina Gonçalves, a mulher do Antonio Joaquim,
Com os filhos João Antonio e Anfrísio Rodrigues,
Este último, recém-casado, com a jovem Julia Coutinho.

Como observou, alguns anos mais tarde,
o Reverendo Elias José Tavares,
Estes precursores vieram para esta região
Devido à uberdade do solo
e fácil exploração do sertão.
Levantaram os primeiros ranchos, e enquanto
as mulheres cuidavam dos afazeres domésticos
os homens abriam as matas e iniciavam a plantação.
Embora a não muitos quilômetros daquele lugar,
Os avanços já começassem a brotar,
Com a construção da Estrada de Ferro Sorocabana,
Era, ainda, comum encontrar índios,
Navegando e pescando nas águas do Paranapanema.

Cem anos já se passaram, desta primeira expedição,
Da chegada das primeiras famílias, a este remoto Sertão.
São cem anos de histórias, um centenário de glórias, 
Um século, dez décadas, mais de cem janeiros!
Viva nossos destemidos desbravadores,
Salve os cem anos em Três Coqueiros! 

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